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Campinas, polo tecnológico

A cidade de Campinas, no interior de São Paulo, é muitas vezes chamada de Vale do Silício brasileiro. A comparação com o Vale do Silício da Califórnia, nos Estados Unidos, não é à toa: segundo a revista britânica DataCenterDynamics (dados de 2016), Campinas é responsável por 15% da produção de tecnologia do Brasil.


O polo de tecnologia concentra diversos centros de pesquisa, como o Ciatec (Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas), o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), o Techno Park, e o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp. Além, é claro, de muitas universidades. Entre as mais conhecidas estão a Unicamp, PUC-Campinas, Facamp, Unip e Mackenzie.


Campinas também é conhecida por abrigar grandes empresas de tecnologia internacionais como a Lenovo, Dell e IBM.  A tecnologia de ponta da região trabalha com vários setores da economia, como informática, biotecnologia, telecomunicações e entre outros.


História da tecnologia na cidade


Foi no início dos anos 2000 que investimentos começaram a ser feitos na Unicamp, que possibilitaram o crescimento da tecnologia na cidade. Na mesma época, outras universidades também começaram a desenvolver-se na área, assim como a PUC-Campinas. A prefeitura de Campinas tem incentivos fiscais para empresas de tecnologia, como a redução na alíquota do Imposto Sobre Serviço (ISS) para até 2%.


Esses investimentos contribuíram para que a cidade se tornasse referência no setor. Segundo dados da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), de 2015, mostra que empresas da área de tecnologia, em Campinas, tem como faturamento médio R$ 9,1 milhões por ano. Além de chegar a empregar cerca de 18 mil pessoas. O levantamento ainda mostra que o faturamento é maior do que capitais como Rio de Janeiro (R$ 6,4 milhões), Florianópolis (R$ 5,2 milhões) e também de São Paulo (R$ 4,9 milhões).


Vale do Silício brasileiro


Você já ouviu falar do Vale do Silício? Como dito antes, a região na Califórnia, Estados Unidos, ganhou este nome por sediar diversas empresas referência na área de alta tecnologia. Desde o século XX o local tem sido lar de empresas inovadoras na área de rádio televisão e outros produtos Eletrônicos.


No Brasil o local que mais se assemelha a ele é a região de Campinas. Composta por 19 cidades, o local corresponde a 2,7% do PIB nacional. Parece tornar uma cidade em um polo tecnológico existem alguns fatores que são necessários, assim como: possuir mão de obra qualificada, receber incentivos fiscais do governo e ter universidades de ponta.


Sirius


As universidades e instituições de pesquisa tornam a região um polo em produção científica no país e também na América Latina. Para Ilustrar um pouco mais, você já ouviu falar do Sirius? Campinas abriga um dos mais brilhantes aceleradores de partícula do mundo. Chamada de “arma secreta dos pesquisadores brasileiros” pela UOL,  o campus do Cnpem (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) é um laboratório avaliado em R$ 1,8 bilhão.


O laboratório, que foi construído na região rural da cidade, É de quarta geração para a produção de luz síncrotron. Ele produz pesquisas na área da física, nanotecnologia e biologia estrutural. As pesquisas realizadas nele podem revolucionar a área da saúde, energia, agricultura, e também de tecnologia .

 

A menos de 100 km de São Paulo, Campinas pode ser chamada de Vale do Silício brasileiro. Por conta de suas universidades, pesquisas produzidas, empresas de tecnologia e também por incentivos governamentais. Mesmo assim, o potencial da cidade é ainda muito maior.


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